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EXPOSIÇÃO REPORTAGEM
FAMALICÃO ACOLHEU
PAULA REGO
MARLENE OLIVEIRA | DIRETORA ARTÍSTICA
DA FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA
TEXTO: Ricardo Moura
FOTOS: Marta Caldeira
T erminou na primeira semana deste mês, na Pinto para dar uma
Fundação Cupertino de Miranda, em Fama-
face ao medo”
licão, uma exposição temporária sob o lema
‘Sonhos e Metamorfoses: O Surrealismo
em Paula Rego’. Mais de cinco mil pessoas Paula Rego
tiveram oportunidade de observar pinturas represen-
tativas de várias fases da carreira da artista, com foco Parte do ano que passou, ir a Famalicão era dar de caras
no surrealismo. A mostra, com curadoria de Catarina com a exposição da consagrada Paula Rego. A abraçar as
Alfaro, Marlene Oliveira e Perfecto Quadrado, resul- instalações da Fundação Cupertino de Miranda, uma lona
tou de uma parceria com a Fundação D. Luís I, respon- gigante com o rosto desta artista portuguesa contempo-
sável pela gestão dos espaços expositivos do Centro rânea, uma das que teve maior visibilidade mundial.
Cultural de Cascais, no distrito de Lisboa, com a Casa A organização elaborou a visita ao espaço como uma “ex-
das Histórias Paula Rego, e que teve o empréstimo de periência única”, confidencia Marlene Oliveira, diretora
várias entidades públicas e privadas. O espaço, muito artística desta fundação privada, sem fins lucrativos.
bem desenhado, mostrou, além de pinturas, ainda de-
senhos e gravuras desta notável artista portuguesa que Intitulada ‘Sonhos e Metamorfoses: O Surrealismo em
no ano findo completaria 90 anos. Paula Rego’, reuniu 60 obras da artista que se aproximam
Com o gravador em punho, conversamos com a direto- do universo surrealista pelas suas temáticas e metodo-
ra artística do espaço que, entre outras considerações, logias de trabalho. Na brochura de acesso público pode
confessou estar perante “um sonho realizado” cujo es- ler-se que na sua obra “são identificáveis vestígios do mo-
boço foi iniciado em 2018. vimento fundado por André Breton, talvez mais evidentes
nas ‘pinturas-colagem’ da década de 1960”.
64 JANEIRO · 2026 #SIMatuaREVISTA

