Na rubrica “A Especialista Responde”, Sónia Fernandes, fundadora da INSIGNE, esclarece algumas das dúvidas mais comuns e explica por que razão cuidar da pele não deve ser uma corrida contra o tempo.
O envelhecimento da pele é um processo natural, mas a preocupação em prevenir os seus sinais tem surgido cada vez mais cedo. Entre rotinas de skincare, tendências nas redes sociais e tratamentos estéticos, nem sempre é fácil perceber quais os cuidados realmente necessários e quando faz sentido procurar acompanhamento especializado.
Mas será que existe uma idade ideal para começar? E prevenir significa necessariamente recorrer ao botox ou ao ácido hialurónico?
Para esclarecer estas e outras questões, a Revista SIM convidou Sónia Fernandes, fundadora da INSIGNE, a partilhar a sua perspetiva sobre a prevenção do envelhecimento, os cuidados essenciais e a importância de tomar decisões informadas.
Afinal, quando devemos começar a cuidar do envelhecimento da pele?
A resposta é mais simples do que parece: não existe uma idade certa para toda a gente.
Segundo Sónia Fernandes, cuidar da pele pode começar cedo, através de hábitos simples e consistentes, como a utilização diária de proteção solar, a hidratação e uma rotina adaptada às necessidades individuais.
Mais do que impedir o envelhecimento, o objetivo deve passar por preservar a saúde da pele e minimizar os efeitos de fatores externos, como a exposição solar.
O envelhecimento faz parte da vida e, por isso, a decisão de avançar para um procedimento estético não deve depender apenas da idade, mas de uma avaliação individual.
Prevenir significa começar cedo com botox?
Com a crescente popularidade dos tratamentos estéticos, é comum associar a prevenção do envelhecimento à utilização precoce de botox ou ácido hialurónico.
No entanto, Sónia Fernandes esclarece que prevenir não significa necessariamente recorrer a procedimentos injetáveis.
A prevenção começa, antes de mais, nos cuidados diários. O botox e os preenchimentos com ácido hialurónico não devem ser encarados como uma etapa obrigatória a partir de determinada idade.
Quando considerados, estes procedimentos exigem uma avaliação médica, que tenha em conta as características de cada pessoa, os seus objetivos e os riscos envolvidos.
Para a fundadora da INSIGNE, o mais importante é adotar uma abordagem responsável, na qual a decisão seja tomada em conjunto com o médico, sem pressões ou expectativas irrealistas.
Quais são os sinais de que devemos procurar acompanhamento especializado?
Nem sempre é necessário esperar pelo aparecimento de rugas profundas ou alterações muito evidentes para procurar aconselhamento.
Mudanças na textura da pele, manchas, secura persistente ou linhas de expressão que começam a causar desconforto podem ser motivos para marcar uma avaliação.
Contudo, procurar acompanhamento especializado não significa que seja necessário realizar um tratamento estético.
Em muitos casos, uma consulta pode servir apenas para esclarecer dúvidas, identificar necessidades específicas e perceber se os produtos utilizados no dia a dia são os mais adequados.
A informação e a orientação profissional são, por si só, uma parte importante dos cuidados com a pele.
O maior erro? Seguir tendências sem avaliar as necessidades da pele
Numa altura em que as redes sociais multiplicam recomendações, rotinas e resultados de tratamentos estéticos, torna-se cada vez mais fácil comparar a nossa aparência com a de outras pessoas.
Para Sónia Fernandes, um dos erros mais comuns é precisamente escolher um procedimento por influência de uma tendência ou da experiência de terceiros, sem uma avaliação individual.
Cada pele apresenta características e necessidades diferentes. O que faz sentido para uma pessoa pode não ser adequado para outra.
Antes de avançar com qualquer tratamento, é fundamental compreender se existe uma indicação, conhecer os riscos envolvidos e estabelecer expectativas realistas relativamente aos resultados.
A especialista defende ainda que uma abordagem responsável passa por respeitar a decisão de esperar ou, simplesmente, de não realizar qualquer procedimento.
Cuidar da pele não deve ser uma pressão para mudar
Mais do que encontrar a idade ideal para começar a prevenir o envelhecimento, importa compreender que os cuidados com a pele devem estar associados à saúde, ao bem-estar e à liberdade de escolha.
A proteção solar, a hidratação e o acompanhamento adequado continuam a ser pontos essenciais, independentemente da idade.
Já os procedimentos estéticos devem resultar de decisões conscientes e individualizadas, nunca da ideia de que envelhecer é algo que precisa obrigatoriamente de ser corrigido.
Como sublinha Sónia Fernandes, “Cuidar de si não deve transformar-se numa pressão para mudar.”
Uma mensagem que recorda que prevenir, tratar ou simplesmente aceitar as mudanças naturais da pele são decisões que devem respeitar as necessidades e a vontade de cada pessoa.




