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FAMALICÃO
Casa Feliz ajuda 358 famílias
E m Vila Nova de Famalicão, a
habitação deixa de ser ape-
nas um problema e passa a ser
uma prioridade concreta. Em
2026, 358 famílias vão rece-
ber apoio para pagar a renda, reforçando
o compromisso do município com quem
mais precisa. “É um apoio que faz a di-
ferença na vida das famílias do concelho
e uma das várias medidas que temos no
terreno para dar resposta ao desafio da
habitação”, sublinha Mário Passos, presi-
dente da Câmara Municipal.
O programa municipal ‘Casa Feliz’ vai apoiar
este ano 358 famílias do concelho a cumpri-
rem com o pagamento das rendas da habi-
tação, num investimento de cerca de 370
mil euros. Face a 2025, registam-se aumen-
tos tanto no número de agregados apoiados
– mais 14 – como no valor do investimento,
que passou de 355 mil para 370 mil euros.
O apoio destina-se a famílias em situação Desde 2019, o município já apoiou mais fundamentados, com efeitos a partir do
de carência económica e está organizado de 2 mil famílias no pagamento de rendas, mês seguinte à apresentação do pedido e
em quatro escalões: A (125 euros/mês para num investimento acumulado superior a 2 válidos até ao final do ano civil correspon-
82 famílias), B (95 euros/mês para 120 famí- milhões de euros, reforçando a aposta na dente.
lias), C (65 euros/mês para 86 famílias) e D habitação como prioridade social.
(50 euros/mês para 70 famílias), todos com Este programa evidencia o compromisso
duração de 12 meses. O processo de candidatura ao apoio à ren- do Município de Vila Nova de Famalicão
da decorre através da plataforma ‘Progra- em apoiar diretamente as famílias mais vul-
A medida foi discutida en reunião do exe- ma Casa Feliz – Apoio à Renda’. Recentes neráveis, promovendo estabilidade habita-
cutivo municipal , mas já integra o conjunto alterações ao regulamento municipal per- cional e qualidade de vida no concelho.
de ações da Câmara para responder ao de- mitem ainda submissão de pedidos ex-
safio habitacional no concelho. cecionais ao longo do ano, devidamente
Concelho regista mínima área ardida
Vila Nova de Famalicão registou, em 2025, a O Serviço Municipal de Proteção Civil manteve
menor área ardida da última década, com 24,1 ainda ações de mitigação como o combate à
hectares consumidos pelo fogo. Apesar de vespa velutina, com a destruição de 1.845 ninhos,
um ano “particularmente exigente do ponto e promoveu 133 ações de sensibilização envol-
de vista operacional e meteorológico”, com vendo mais de três mil participantes da comuni-
153 dias sob níveis de alerta, a resposta das dade escolar, associações e população em geral.
equipas de Proteção Civil mostrou-se eficaz.
Já o presidente da autarquia, Mário Passos, enal-
“É a eficácia do trabalho desenvolvido em tece o empenho dos agentes: “São fruto de um
articulação e permanente prontidão”, des- trabalho contínuo de planeamento, prevenção e
taca Vânia Marçal, vereadora da Proteção cooperação em prol da segurança da comunida-
Civil do município. A autarca sublinha que os de e demonstram o profissionalismo exemplar e
resultados refletem também o impacto das o profundo sentido de serviço público dos nos-
políticas de prevenção, com 62 hectares de sos agentes de Proteção Civil”.
faixas de gestão de combustível tratados e 24
quilómetros de rede viária florestal mantidos, Estes números traduzem não só a capacidade
garantindo melhores acessos a meios de so- de resposta no terreno, como também o im-
corro. pacto das políticas de prevenção promovidas
pelo Serviço Municipal de Proteção Civil.
64 MARÇO · 2026 #SIMatuaREVISTA

