As novas viaturas foram benzidas pelo Bispo Auxiliar de Braga, D. Delfim Gomes. Para João Rodrigues, esta apresentação traduz “trabalho concretizado, ambição e capacidade de execução”.
O autarca sublinhou que “a mobilidade é uma das áreas onde mais claramente se mede a qualidade de vida”, destacando fatores como o tempo de deslocação, a qualidade do ar, o ruído e a capacidade de acesso a diferentes pontos da cidade.
O investimento de cerca de 15 milhões de euros marca uma nova etapa na descarbonização dos transportes públicos em Braga.
A verba permitiu a aquisição de 35 viaturas de emissões nulas — 10 autocarros midi de 10 metros e 25 autocarros standard de 12 metros — reforçando a capacidade operacional e melhorando a experiência dos passageiros, com viagens mais silenciosas, confortáveis e amigas do ambiente.
Nesta ótica, a estratégia dos TUB tem passado por uma renovação progressiva da frota, alinhada com metas de descarbonização e com uma visão de mobilidade urbana mais eficiente. Com a entrada destes novos veículos e a chegada prevista de mais três autocarros elétricos em junho, a empresa passará a contar com 113 viaturas descarbonizadas, das quais 81 elétricas e 32 a gás natural.
Reforço na Mobilidade
Para o presidente da Câmara de Braga, este investimento “é um sinal claro de que Braga está a fazer um caminho sério na sua mobilidade”.
João Rodrigues lembrou que estamos perante um processo que exige estratégia e articulação de várias medidas.
“A mobilidade não se resolve com respostas isoladas, resolve-se com visão e com a capacidade de alinhar diferentes soluções na mesma direção.”
O presidente da Câmara destacou ainda que a redução do preço dos passes é um passo importante para atrair mais utilizadores, mas frisou que “a atratividade não depende apenas do preço, mas, sobretudo, da qualidade do serviço prestado”.
Nesse sentido, considerou que “estas 35 novas viaturas ganham particular significado”, sendo “prova concreta de que os TUB não abdicam de investir numa mobilidade mais moderna, eficiente e limpa”.
Concelho na Linha da Frente
João Rodrigues sublinhou também que Braga está a antecipar metas definidas para mais tarde, resultado de “planeamento, ambição e capacidade de execução”, colocando o concelho “na linha da frente”.
Defendeu ainda a necessidade de reduzir a pressão sobre o centro urbano, apontando a importância da circular rodoviária externa como complemento à aposta no transporte público.
“Não há contradição entre estas opções: uma política séria articula respostas em toda a linha.”
O edil agradeceu o apoio do Governo, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sublinhando que Braga é hoje “uma cidade mais exigente, dinâmica e ambiciosa”, que deve continuar a investir “onde faz a diferença”, nomeadamente na mobilidade e na qualidade dos serviços públicos.
Investimento Ímpar
Por sua vez, Teotónio Andrade dos Santos destacou o crescimento sustentado da procura pelo transporte público, com um aumento de 44% no número de passageiros ao longo dos últimos 12 anos, passando de 10 para 15 milhões de utilizadores.
O administrador executivo dos TUB salientou que este representa “o maior investimento de sempre no transporte público em Braga”, acrescentando que os autocarros serão integrados de forma progressiva na operação.
“Queremos criar condições para que o transporte público seja uma escolha natural, retirando carros da cidade e cativando cada vez mais utilizadores.”
Este investimento consolida o compromisso dos TUB com a descarbonização, prevendo-se atingir, em 2026, níveis na ordem dos 90%, com cerca de 70% da frota já elétrica, contribuindo para uma cidade mais sustentável e com melhor qualidade de vida.




