A poucos meses de terminar a odisseia ‘Guimarães 2026 - Capital Verde Europeia’, travamos conversa com Carlos Ribeiro, presidente executivo do ‘Laboratório da Paisagem’, centro de investigação ambiental e educacional - a comemorar 12 anos - que tem alavancado esta chancela ambiental para um patamar de excelência. Criado com o propósito de aproximar o conhecimento científico das políticas públicas e da comunidade, o ‘Laboratório da Paisagem’ tem vindo a desenvolver trabalho nas áreas da biodiversidade, sustentabilidade, recursos hídricos, educação ambiental, alterações climáticas e valorização do território. É com este contexto que vamos conhecer o trabalho que teve de ser realizado e o muito que tem sido feito sob o chapéu deste galardão. Uma labuta que promete deixar legado e a certeza que ainda há muita estrada para andar.
Quis o fado que esta entrevista fosse gravada no ‘Dia Nacional da Sustentabilidade’, efeméride que promove a reflexão e a ação em torno do desenvolvimento sustentável. Neste particular, o foco está centrado na necessidade de conciliar o crescimento económico, a proteção ambiental e o bem-estar social.
Ninguém como Carlos Ribeiro, atual presidente executivo do ‘Laboratório da Paisagem’, pode explicar o impacto e o trabalho de sapa que foi feito para Guimarães atingir o título de ‘Capital Verde Europeia’. Licenciado em Biologia Aplicada, mestre em Genética Molecular pela Universidade do Minho, e doutorado em Ciências Biomédicas pelo Instituto de Ciências Biomédicas, da Universidade do Porto, o nosso entrevistado detalhou a importância deste ‘prémio’, promovido pela Comissão Europeia, sendo atribuído anualmente a cidades com mais de 100 mil habitantes que se destacam pela sustentabilidade ambiental, reconhecendo esforços locais para melhorar o ambiente e a qualidade de vida urbana.
Alma maior do ‘Laboratório da Paisagem’, Carlos Ribeiro fez questão de lembrar que a candidatura de Guimarães à ‘Capital Verde Europeia’ não surgiu apenas de uma intenção política. Houve trunfos que tiveram de ser trabalhados e melhorados. A avaliação europeia considerou sete grandes áreas ambientais: qualidade do ar, ruído, água, biodiversidade/áreas verdes e uso do solo, resíduos e economia circular, mitigação das alterações climáticas e adaptação às alterações climáticas. Está desta forma dado o mote para a conversa realizada, é bom de ver, nas instalações do ‘Laboratório da Paisagem’.
Guimarães é por esta altura o chão mais verde da Europa. Era expectável que as altas patentes europeias fossem convencidas que esta terra seja a ‘Capital Verde Europeia’?
Acredito que nada se consegue por acaso. A distinção premiou Guimarães como um destino que demonstrou evolução em diversos indicadores ambientais. Não distingue uma cidade perfeita. Distinguiu a cidade através de uma avaliação técnica e científica.
Foi uma notícia que aguardavam ano menos ano?
Na realidade, é consequência de um trabalho longo, de mais de uma década, de jornada climática que sempre foi muito bem acolhida por todos. O consenso político subscrito por todos os partidos com assento na Assembleia Municipal é exemplo disso mesmo. A ideia foi ter um objetivo comum, independentemente do posicionamento ideológico ou de opções circunstanciais. Foi essencial termos conseguido o envolvimento de todos.
Ficou espantado pela unanimidade verificada em todas as forças políticas em torno desde desígnio?
Foi um desafio muito interessante. Todos os partidos perceberam a importância do desenvolvimento sustentável. O atual Presidente da Câmara sublinha muito esta questão sobre a importância de construirmos cidades com qualidade de vida e esse tem de ser sempre um desejo de todos. A mensagem foi percebida por todos e ainda bem que assim sucedeu.
Até ao brinde, houve um ‘partir pedra’ que demorou alguns anos…
Sim. A primeira candidatura aconteceu em 2017 para o ciclo de 2020. Ficamos na quinta posição. Um momento de muita aprendizagem para todas as equipas envolvidas. Nessa altura e toda a equipa envolvida tentou perceber o que podia ser melhorado em todo o trajeto. Voltamos a ser candidatos em 2023 para o ciclo de 2025. Fomos uma das três cidades finalistas. Quem ganhou foi Vilnius, capital da Lituânia. Em face do que sentimos e da afirmação de Guimarães do ponto de vista europeu, o município decidiu, no ano seguinte, avançar com uma nova candidatura que culminou com esta conquista.
Aquilo que tem de ficar bem presente numa ‘Capital Verde Europeia’ é a capacidade de envolver e inspirar outros territórios, reconhecendo que o ‘Ambiente’ não pode nem deve ficar circunscrito aos limites administrativos. Esta distinção tem o poder de influenciar e inspirar outros. Perceber que este caminho tem de ser feito em conjunto. Nada vale se este trabalho ficar por aqui.
Que medidas concretas foram sinalizadas como prioridade?
Sermos a ‘Capital Verde Europeia’ mostra evolução no trabalho efetuado. Mostra, também, a noção dos seus próprios desafios. A questão da mobilidade é essencial. Reconhecermos que há um importante trabalho a ser feito. É um tema impactante porque atravessa várias áreas. Ainda recentemente, o Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, deixou bem claro que uma das questões que marcará o seu mandato tem a ver com a gratuitidade dos transportes públicos.
Temos 100% do território coberto com transporte público. Porém, as pessoas continuam a usar o transporte individual e todos sabemos que, seja em Guimarães, seja noutra cidade, o que nos faz alterar o comportamento é quando o transporte público passa, pelo menos, a ser competitivo com o transporte individual, em termos de conforto ou de tempo de deslocação. A par disto, Guimarães tem condições para ser uma ‘cidade de 15 minutos’, isto é, estarmos num curto espaço de tempo no centro de tudo, no acesso aos principais serviços e equipamentos, com uma aposta clara na mobilidade pedonal.
A informação chega a todo o território?
Temos trabalhado nesse sentido. Tem havido uma forte aposta na sensibilização com o programa de educação ambiental e outras estratégias de sensibilização. Recentemente, foi criado pela ‘Vitrus Ambiente’ – cuja missão passa pela gestão eficiente, responsável e sustentável da recolha de resíduos, do estacionamento e também pela manutenção e limpeza de referência dos edifícios públicos de Guimarães – o transporte flexível. Foram feitas várias intervenções na área da mobilidade e consequente divulgação. Guimarães, enquanto ‘Capital Verde Europeia 2026’, mobilizou cidadãos, escolas, associações e empresas através de chamadas abertas à participação.
Por entre o role de medidas que elencou, consegue descrever ‘pilares’ que, só por si, vão deixar um legado para as gerações vindouras?
Há uma transformação que acaba por ser determinante: a assunção, no início desta caminhada, que Guimarães precisava, desde logo, de dados e suporte científico. Investigação aplicada ao território. Foi esta necessidade que esteve na base da criação do ‘Laboratório da Paisagem’. Uma instituição que fosse capaz de estabelecer ligação com a Universidade, com a Câmara Municipal e, acima de tudo, fortalecer a componente científica que torna a decisão política tendencialmente mais acertada e que suporta as decisões.
Acredito que antes desta caminhada os dados apontassem para um défice de literacia climática…
É um facto! Na génese da criação do Laboratório esteve, também, o primeiro relatório ambiental pedido a Guimarães, através da Universidade do Minho, em 2014. Estavam reportadas uma baixa literacia climática e uma falta de envolvimento da população. O Laboratório nasceu para tentar contornar estas questões e assegurar que podíamos construir uma cidade com maior consciência crítica. Hoje temos um programa de educação ambiental que chega a todas as escolas do concelho, com mais de 800 ações por ano.
Sermos a ‘Capital Verde Europeia’ mostra evolução no trabalho efetuado. Mostra, também, a noção dos seus próprios desafios. A questão da mobilidade é importante. Reconhecermos que há um importante trabalho a ser feito. É um tema impactante porque atravessa várias áreas (…) o que nos faz alterar o comportamento é quando o transporte público passa, pelo menos, a ser competitivo com o transporte individual, em termos de conforto ou de tempo de deslocação. A par disto, Guimarães tem condições para ser uma ‘cidade de 15 minutos’, isto é, estarmos num curto espaço de tempo no centro de tudo, no acesso aos principais serviços e equipamentos, com uma aposta clara na mobilidade pedonal.
Em finais de 2025 afirmou que este ano (2026) “tem de ser um ano transformador para Guimarães, mas isto só faz sentido se estiver envolvida a comunidade”. A poucas semanas do fecho deste ciclo, já me sabe responder ao que afirmou?
Embora não haja ainda números finais, uma coisa já podemos dizer: o ter a capacidade de lançar duas chamadas à comunidade, pedindo ideias e iniciativas, e receber mais de 200 iniciativas propostas pela comunidade, focadas na descarbonização, na sustentabilidade e na neutralidade climática, refletindo o compromisso e envolvimento local, é um sinal claro de mobilização. É, também, um sinal claro que o município pretendeu investir diretamente nesta componente. São cerca de 250 mil euros que foram investidos em projetos de comunidade, em todas as freguesias do concelho. A par disto, o ano 2026 também tem estimulado o aparecimento de novas ‘brigadas verdes’, novos grupos de voluntários, isto significa uma população ativa e que continua a pugnar por estar presente nestes momentos.
Podemos afirmar que Guimarães tem hoje um ‘pulmão’ mais verde?
Acreditamos que sim. As métricas que podemos avaliar apontam nesse sentido. Guimarães tem mais espaços verdes. Está a aumentar muito a conectividade e a acessibilidade destes espaços. O ar da cidade tem boa qualidade. Há uma monitorização constante, por parte do município, de estudos de perceção com a população para perceber como está a olhar para a transformação do território. Temos dados muito bons relativos à conservação e proteção da biodiversidade. Há novas espécies que estão a ser detetadas. Os rios estão diferentes em relação ao que sucedia nos anos 80 e 90. Há uma nova consciência nas empresas e nos cidadãos.
Houve algum episódio que o tivesse espantado?
Diria antes que já esperávamos a adesão da população. Há um sentimento de pertença muito forte em Guimarães. Porém, não estávamos à espera, numa fase inicial, que conseguíssemos 200 propostas da comunidade como há pouco expliquei. Deixou-nos, enquanto direção da ‘Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia’, naturalmente satisfeitos. O espanto que invoca pode ser justificado na dimensão europeia que Guimarães acabou por ganhar com este prémio. Trouxemos conferências internacionais, fóruns, festivais e iniciativas comunitárias dedicadas à sustentabilidade. Marcamos presença na Europa em ações deste género.
Acredito que sorriu quando soube que a revista ‘New Scientist’ catalogou Guimarães como exemplo internacional de sustentabilidade.
Gostámos destes momentos. Foi ver Guimarães no mundo. Estamos a falar de uma das mais prestigiadas publicações de divulgação científica mundial. Por vezes, nós próprios, temos dificuldade em ver o que fazemos de bom. Ver este reconhecimento tem de nos espantar menos. O artigo defende que somos um exemplo de referência na construção de um modelo de desenvolvimento capaz de conciliar qualidade de vida, sustentabilidade e ação climática. Está tudo dito.
Este ‘verde’ pode ser transformado em arco-íris e com isso arrastar outras ações a médio ou longo prazo?
A própria candidatura mencionou isso. Quisemos que fosse, também, endossada pelos municípios vizinhos, através da Comunidade Intermunicipal, mas também por outros. Aquilo que tem de ficar bem presente numa ‘Capital Verde Europeia’ é a capacidade de envolver e inspirar outros territórios, reconhecendo que o ‘Ambiente’ não pode nem deve ficar circunscrito aos limites administrativos. Esta distinção tem o poder de influenciar e inspirar outros. Perceber que este caminho tem de ser feito em conjunto. Nada vale se este trabalho ficar por aqui.
É muito difícil eu falar de impacto dos plásticos nos oceanos se eu não tiver o oceano à porta. Por certo, é mais fácil falar dos rios de Guimarães. Até posso construir uma ecovia ou ciclovia, mas que sentido faz se ninguém souber andar de bicicleta? Há um trabalho que tem de ser feito para que as pessoas percebam que há essa necessidade. Basta pensar neste Verão com temperaturas altíssimas e percebemos o efeito da arborização nas cidades; quando percebemos que os espaços verdes são importantes para a saúde mental e física da população; ver o impacto das cheias…
Divulgar uma terra com este ‘selo’ exige boa comunicação. Como avalia esse trabalho?
Temos muitas vezes a noção que é difícil a comunicação chegar sempre da forma como pretendemos. Todavia, também reconhecimentos que há temas mais difíceis de chegar à população. Não obstante, em termos nacionais e internacionais, conseguimos ter momentos importantes no âmbito da ‘Capital Verde Europeia’. Este esforço tem sido reconhecido.
Vamos ter pessoas mais conscientes que habitam num planeta a ‘sangrar’ no qual urge estancar o mal que insistirmos em provocar?
Acho inevitável que as pessoas tenham uma atitude diferente e reconheçam a necessidade de agir. Costumo dizer, por brincadeira, que nas conferências falamos muito para convertidos. Atingimos pouco as pessoas que nos interessam para sensibilizar. Mesmo assim, embora indiretamente, as pessoas já percebem que têm de agir porque sentem na pele, por exemplo, o efeito das alterações climáticas.
O ‘bater o pé’ tem de ser um movimento coletivo sob pena de ficar isolado…
Certo! É muito difícil eu falar de impacto dos plásticos nos oceanos se eu não tiver o oceano à porta. Por certo, é mais fácil falar do seu impacto nos rios, porque os temos em Guimarães. Até posso construir uma ecovia ou ciclovia, mas que sentido faz se ninguém souber andar de bicicleta? Há um trabalho que tem de ser feito para que as pessoas percebam que há essa necessidade. Basta pensar neste verão com temperaturas altíssimas e percebemos o efeito da arborização nas cidades; quando percebemos que os espaços verdes são importantes para a saúde mental e física da população; ver o impacto das cheias… Tenho a noção que as pessoas estão cada vez mais conscientes que tudo isto só faz sentido se todos contribuirmos para o mesmo fim.
Entretanto, face ao mundo em que vivemos, é de acreditar que outros valores se levantem no seio familiar.
É curiosa a sua questão porque vai ao encontro do que vou dizer. Quando fizemos o primeiro estudo de perceção ambiental à população de Guimarães, onde foi perguntado qual deveria ser o foco do investimento municipal nas políticas públicas, o primeiro lugar foi ocupado pelo Ambiente. Quando repetimos cinco anos depois (2020/2021), o primeiro lugar era ocupado pela Pobreza, o segundo pela Saúde e o terceiro pelo Ambiente. As pessoas entendem que agora há outras prioridades, mas por outro lado, obriga-nos a integrar estas várias componentes na área ambiental. Temos de olhar para esta tríade: Ambiental, Social e Económico, sem deixar ninguém para trás.
Houve preocupação em deixar herança? As escolas souberam deste desígnio?
Tem havido essa preocupação desde 2015 quando iniciamos o programa de educação ambiental. Se hoje temos esta capacidade de mobilização das escolas é muito por via disso. No ‘Laboratório da Paisagem’ temos uma equipa dedicada que está diariamente em várias escolas. Chegámos aos 20 mil alunos. A preocupação é que fique o que estamos a fazer na consciência deles. Mais importante do que fazer as atividades, é percebermos o impacto dessas mesmas atividades na mudança de consciência. Temos este trabalho muito consolidado nas escolas com as já mencionadas 800 atividades.
Quantas pessoas estão envolvidas neste projeto?
Guimarães quis sempre que este fosse um projeto integrador também no que diz respeito às equipas. Desde as equipas municipais, às entidades participantes que têm colaborado e têm sido incansáveis, às pessoas que compõem a ‘Unidade de Missão’ criada para o efeito no ‘Laboratório da Paisagem’. Inclui elementos que estão envolvidos na aérea da comunicação, organização dos eventos e que se cruzam com toda a estrutura do ‘Laboratório da Paisagem’, bem como as restantes entidades que estão envolvidas neste desafio. A própria Comissão Europeia reconhece que Guimarães está a dar um exemplo absolutamente extraordinário de capacidade de organização e mobilização deste ano, como aliás se viu na cerimónia de abertura.
O que vai ficar em Guimarães no dia 31 de dezembro?
Tem de ficar que isto não pode ser um fim em si mesmo. Tem de ser um acelerador para a transformação que Guimarães tem de fazer. Há outros objetivos. Um a curto prazo e outro a mais longo prazo. Refiro-me a 2030 e 2050. A ideia é que em 2050 seremos uma cidade de um só planeta, onde só gastemos os recursos que temos. Lembro que atualmente cada cidadão do mundo, se vivesse como um vimaranense, necessitaríamos de 2.28 planetas. É assustador, mas os dados são melhores do que a média nacional. Isto significa que temos de mudar muito a forma como vivemos. Até 2030, o objetivo é que Guimarães seja neutra climaticamente.
Mudou algo em si ao longo deste ano?
O que posso dizer, e posso falar em nome da ‘Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia’, é que se algo mudou foi o reforço de uma maior consciencialização. As pequenas coisas ainda as conseguimos mudar. Hoje talvez pense duas vezes antes de pegar no carro. Já olhamos duas vezes para o consumo da água ou pura e simplesmente pensar se há algum comportamento que hoje mesmo possa fazer de modo diferente.
Com tantos dados adquiridos, há algum ‘amargo de boca’?
As pessoas estão habituadas quando pensam em algo como ‘Capital Europeia’ é assistir a grandes transformações infraestruturais. Neste caso, a prioridade não passa por aí. Porém, há projetos que vão ficar. Guimarães vai ter, até final do ano, mais ecovias. Por exemplo, o Presidente da Câmara Municipal e o Vereador do Ambiente já transmitiram que gostariam de chegar, este ano, aos 20 km do objetivo maior que são os 60km das ecovias. São desafios muito grandes que exigem negociações com os proprietários. Guimarães também já assumiu a ambição de ter uma Praia Fluvial classificada. É neste contexto que está o foco principal das equipas das várias entidades envolvidas.
Se nos virmos no início do próximo ano e lhe pedir uma palavra para definir este ano, o que me dirá?
Nessa altura espero que me encontre a descansar (risos). O mais importante é que as pessoas reconheçam todo este envolvimento que a ‘Capital Verde Europeia’ conseguiu trazer.
Foi inspirador para Guimarães o ano 2026?
Não tenho dúvida que este ano tem sido uma inspiração para todas as equipas envolvidas. Foi para todos uma aprendizagem contínua. Há um envolvimento absolutamente extraordinário de todas as equipas envolvidas. Muita dedicação, profissionalismo e muita abnegação sabendo que isto está a exigir muito de cada um. Sim, inspirador. E, nesse capítulo, tem sido inspirador fazer parte de uma vasta equipa, dedicada e abnegada. Seja a que tenho o gosto de liderar no ‘Laboratório da Paisagem’, repleta de profissionais incríveis que muito me orgulham, seja a que integro na direção da ‘Capital Verde Europeia’, partilhando esta jornada climática com a Dalila Sepúlveda e a Isabel Loureiro, que têm sido baluartes essenciais deste percurso. E tudo isto tem sido possível com uma equipa alargada e com o apoio da atual liderança política, que tem sido essencial para chegarmos até aqui.




