
Opinião
A Revolução dos Cravos ainda não chegou a todas.
Houve um tempo em que ser mulher em Portugal era viver dentro de margens estreitas, quase invisíveis. Margens feitas de leis, costumes, silêncios e expetativas. Esperava-se obediência, dedicação e contenção. O voto era condicionado, a independência económica era rara e a autonomia, um privilégio excecional.
