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BRAGA



               Ataque declarado à burocracia
               Câmara de Braga restrutura o organigrama e poupa 100 mil/ano
              T          al  como  tinha  prometido,  João


                         Rodrigues fez uma autêntica
                         revolução na reestruturação  or-
                         gânica dos serviços municipais.
                         Com esta medida, garante o pre-
               sidente da Câmara de Braga, os cofres do mu-
               nicípio poupam mais de €100 mil/ano em des-
               pesas com dirigentes. A juntar a esta verba, a
               autarquia passa a “organizar melhor para deci-
               dir melhor, executar com mais eficácia e pres-
               tar um serviço público de maior qualidade,
               com mais rigor, coordenação, transparência e
               capacidade de resposta aos bracarenses”.


               Eis mais um ‘carimbo’ deste mandato de João
               Rodrigues - a reestruturação dos serviços mu-
               nicipais cujo fim é um só: ter uma melhor renta-
               bilidade e eficiência no exercício das funções da
               administração. Neste particular, o presidente da
               Câmara Municipal de Braga é taxativo: “a orga-
               nização interna de uma autarquia é uma decisão
               estratégica. Não é um exercício burocrático. É   mensões de controlo, qualidade e transparência,   que “a Câmara tem de estar preparada para a era
               o que determina se os processos são claros ou   através do Departamento de Controlo, Qualida-  digital. Isso significa menos burocracia, proces-
               confusos, se a resposta é rápida ou lenta, se há   de e Transparência, integrado na Direção Muni-  sos mais simples, mais dados para decidir melhor
               responsabilização ou dispersão, se a execução é   cipal da Presidência. Este departamento assume   e mais rapidez a responder”. João Rodrigues
               consistente ou irregular”.           funções transversais que promovem uma cultu-  acentua que esta nova nomenclatura irá reforçar
                                                    ra institucional orientada para a excelência, para   a “capacidade de resposta em áreas com impac-
               MÁQUINA OLEADA                       a responsabilização e para a transparência na   to  direto  na  vida  quotidiana”.  Assim  sendo,  no
                                                    gestão pública”.                     que concerne ao espaço público, destaca-se o
               João Rodrigues afiança que a proposta parte de
               um princípio simples: “uma autarquia moderna   Na mesma esfera, esclarece João Rodrigues, “a   Departamento de Vias, Espaço Público e Manu-
               não se mede apenas pelas medidas que anuncia,   proposta inclui a Divisão de Auditoria Interna e   tenção e a organização de estruturas orientadas
               mas sobretudo pela forma como trabalha no dia   Controlo da Gestão e a Unidade da Qualidade   para intervenção e gestão no terreno, incluindo
               a dia, com processos claros, responsabilidades   e  Melhoria  Contínua,  com  competências  de   vias e passeios, jardins e espaços verdes, logís-
               bem definidas, decisões mais rápidas, avaliação   monitorização do sistema de controlo interno,   tica e gestão da ocupação do espaço público,
               permanente e capacidade de concretização.   realização de auditorias, verificação de confor-  procurando reforçar planeamento, execução e
               Nesse sentido, a reorganização visa reduzir re-  midade de procedimentos e acompanhamento   resposta.
               dundâncias, encurtar circuitos internos, reforçar   de planos de gestão de riscos, incluindo os riscos   AGILIDADE URBANÍSTICA
               a articulação entre áreas e garantir uma estru-  de corrupção e infrações conexas”.
               tura mais ajustada aos desafios de uma cidade                             No domínio do urbanismo e planeamento, a pro-
               em crescimento e com maior complexidade   DIGITAL COMO PRIORIDADE         posta, frisa João Rodrigues, “consolida uma Dire-
               administrativa”. Neste sentido, acrescenta: “esta   É sabido como o tempo trouxe maior exigência   ção Municipal própria, com o Departamento de
               proposta é uma decisão de boa administração.   na capacidade de resposta ao munícipe. Nes-  Urbanismo e o Departamento de Planeamento
               Organizar melhor para servir melhor, com mais   sa ótica, a nova ‘radiografia’ camarária reforça a   e Ordenamento do Território, criando melhores
               coordenação, mais transparência e mais capaci-  aposta na transformação digital, através do De-  condições de articulação interna e um funcio-
               dade de execução”.                   partamento de Sistemas de Informação e Ino-  namento mais célere e previsível nos processos,
                                                                                         com rigor técnico e cumprimento das regras”.
                                                    vação Digital, responsável por conduzir a estra-
               TRANSPARÊNCIA E CELERIDADE                                                O edil defende “um urbanismo mais ágil e mais
                                                    tégia de modernização tecnológica, promover a   previsível, com rigor técnico e com regras claras,
               Do ponto de vista estrutural, o modelo organiza-  desmaterialização e simplificação de processos   para servir melhor os munícipes e também para
               -se numa estrutura orgânica nuclear composta   e reforçar a governação de dados e a ciberse-  apoiar quem investe e cria emprego em Braga”.
               por seis direções municipais e 15 departamentos   gurança. A proposta integra, ainda, a Divisão de
               municipais, complementada por uma estrutura   Inteligência Urbana e Dados, bem como unida-  Por  fim,  encontramos  no  documento  uma di-
               orgânica flexível com divisões e unidades, in-  des  especializadas,  incluindo  a  de  Sistemas  de   mensão de racionalidade na gestão de recursos
               cluindo unidades de direção intermédia de 3.º   Informação Geográfica, essenciais para políticas   públicos: “também aqui estamos a dar um sinal
               grau, permitindo maior foco funcional e capaci-  públicas mais informadas e para uma gestão su-  de responsabilidade. Com esta orgânica, reduzi-
               dade de adaptação às necessidades concretas   portada por dados.          mos em mais de 100 mil euros por ano a despesa
               da gestão municipal.                                                      com cargos dirigentes. É uma poupança certa,
                                                    MENOS BUROCRACIA
               Ainda  sob  este  teor,  referir  que  um  dos  eixos                     mas o essencial é termos uma Câmara mais fun-
               mais relevantes da proposta “é o reforço das di-  A reboque destas explicações o autarca destaca   cional e mais preparada para servir Braga”, rema-
                                                                                         ta João Rodrigues.

               18                                               MARÇO · 2026                                 #SIMatuaREVISTA
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