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DESPORTO



















                            TAÇA DA LIGA FICA NO MINHO



                                                             TEXTO: Ricardo Moura

































              N            uma final inédita e imprópria   Após a terceira reviravolta na prova - já tinha ven-  Uma final à moda antiga que contraria aqueles


                           para cardíacos, o Vitória de
                                                                                         que vaticinavam um fecho de competição sem
                                                    cido 3-1 no terreno do líder da I Liga, FC Porto, nos
                                                    quartos de final e a seguir o Sporting - o V. Guima-
                           Guimarães  conquistou,  pela
                                                                                         brilho. Puro engano. A final entre as duas potên-
                           primeira  vez  no  seu  historial,
                                                                                         cias minhotas,  território  de gente  briosa da  sua
                                                    rães, que sucede no historial ao Benfica, recordis-
                           a Taça da Liga ao derrotar, em
                                                    a erguer a Taça da Liga, em 19 edições, naquele
                           Leiria, o rival Sporting de Bra-
                                                                                         guês, se os 93% de adeptos que torcem pelos três
                                                    que é o seu terceiro troféu nacional, depois da
               ga. Um triunfo ao ‘cair do pano’ que deu ainda   ta de títulos, com oito, torna-se no sétimo clube   origem, faz interrogar se será isto o futebol portu-
                                                                                         grandes, números da Liga, deixarem de ser 93%
               mais emoção a uma partida que reuniu as duas   Supertaça Cândido de Oliveira de 1988 e da Taça   para se distribuírem um pouco mais pelo territó-
               maiores potências do Minho em matéria de fu-  de Portugal de 2012/13.     rio.
               tebol.
                                                    FINAL EMPOLGANTE                     PRESIDENTE DA FPF FELICITA VITÓRIA
               Pela segunda vez duas equipas do Minho atingi-
               ram a final da Taça da Liga do futebol português.   A final que poucos esperavam transformou-se   O Presidente da Federação Portuguesa de Fu-
               Em 2016, o Moreirense derrotou o Braga o mes-  num jogo de loucos. Vitória de Guimarães e Spor-  tebol, Pedro Proença, deu os parabéns à equipa
               mo sucedeu este ano, desta feita diante do Vitória   ting de Braga defrontaram-se num encontro que   minhota pela conquista: “o Vitória S.C. é o vence-
               de Guimarães, estreante na prova. Neste sentido,   teve de tudo: dois penáltis (um para cada lado),   dor da Taça da Liga! Em meu nome, e em nome
               o ‘Vitória’ é o novo campeão de Inverno e con-  uma expulsão, e o mesmo herói da meia-final em   da Federação Portuguesa de Futebol, felicito os
               quista, pela primeira  vez, este troféu,  depois  de   Ndoye, que marcou os dois golos da remontada   vitorianos pela conquista do troféu. Parabéns a
               vencer o grande rival do Minho.      frente ao Sporting e assinou o tento da vitória   todos os jogadores, equipa técnica e estrutura
                                                    contra os bracarenses. No final, uma defesa de   que fizeram parte desta campanha, assim como a
               Não obstante, o Braga que procurava o quar-  Charles ao penálti de Zalazar, já depois dos 90,   toda a administração da SAD e Direção. Na pes-
               to troféu, na sua sexta final, podia ter relegado a   selou o triunfo dos vimaranenses e levou o troféu   soa do Presidente António Miguel Cardoso, felici-
               decisão para as grandes penalidades, não fosse o   para a cidade-berço pela primeira vez na história   to todos os sócios e adeptos do Vitória SC”.
               guarda-redes vitoriano Charles ter defendido um   da competição.
               castigo máximo cobrado por Zalazar, aos 90+11.
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