A Câmara Municipal de Vila Verde aprovou o Relatório de Prestação de Contas relativo ao exercício de 2025. As contas revelam um saldo de gerência de 28.742.047 euros, resultado de uma receita executada superior a 80 milhões de euros face a 51,4 milhões de euros de despesa executada. Em paralelo, o município prossegue a redução da dívida de médio e longo prazo, que passou de 8,9 milhões de euros em 2022 para 5,6 milhões em 2025.
A prestação de contas reforça ainda o reconhecimento obtido pelo Município no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, desenvolvido pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), Ordem dos Contabilistas Certificados e Tribunal de Contas.
“Governação firme e responsável”
A presidente da Câmara Municipal, Júlia Rodrigues Fernandes, aponta os resultados como reflexo de “uma governação autárquica firme e responsável que coloca as pessoas, as famílias e as empresas no centro da ação política”.
“Num tempo em que demasiadas vezes se procura desvalorizar o trabalho sério e criar ruído político, os números falam por si e são inequívocos. Este município distingue-se por uma gestão exigente, por uma estratégia coerente e por uma ação política focada, sem desvios, naquilo que verdadeiramente importa: melhorar de forma efetiva a qualidade de vida das populações e afirmar o território como um espaço cada vez mais atrativo para viver, investir e trabalhar”, assegura a autarca.
Num cenário económico marcado pela incerteza, a autarquia destaca o equilíbrio financeiro alcançado através de uma política fiscal considerada favorável para famílias e empresas. A execução da receita atingiu os 96%, permitindo reforçar o saldo de gerência mesmo com o crescimento da despesa municipal.
Em 2025, a despesa aumentou 16,7%, mais 7,3 milhões de euros do que no ano anterior, fixando-se nos 51,4 milhões. Já a receita cresceu 20,7%, ultrapassando os 80,2 milhões de euros.
O município sublinha ainda o reforço do investimento em áreas como educação, ação social, saúde, proteção civil e requalificação urbana. Apesar do aumento da despesa, a Câmara garante manter margem financeira suficiente para concretizar
projetos estruturantes como o Eixo Periférico Norte-Sul, a ligação Prado-Cabanelas e a requalificação do Parque Empresarial de Oleiros, além da comparticipação municipal em obras cofinanciadas.

Escola que poupa o futuro
Um edifício escolar onde a energia começa a ser pensada como investimento e não como custo. O Centro Escolar de Moure está a ser alvo de uma intervenção profunda de eficiência energética, integrada na estratégia do Município de Vila Verde para modernizar e tornar mais sustentável a rede escolar do concelho.
A obra visa reduzir consumos, melhorar o conforto e adaptar o edifício às exigências ambientais atuais, através de soluções tecnológicas e estruturais que prolongam também a vida útil da infraestrutura.
As intervenções incluem a instalação de um sistema de gestão técnica centralizada (GTC), painéis fotovoltaicos, reforço do isolamento térmico das coberturas e substituição integral da iluminação por tecnologia LED, mais eficiente e sustentável.
O investimento total ronda os 402.081,79 euros, contando com cofinanciamento da União Europeia no valor de 170.000 euros.
A operação pretende garantir uma redução mínima de 30% no consumo de energia primária e uma diminuição de pelo menos 30% das emissões de gases com efeito de estufa, promovendo simultaneamente a transição para fontes renováveis.
Mais do que uma intervenção técnica, o projeto procura qualificar o espaço escolar, melhorar o conforto e a salubridade das instalações e criar melhores condições para a comunidade educativa, reforçando o compromisso com o sucesso educativo e a sustentabilidade ambiental




