O presidente do Conselho Europeu caraterizou as relações internacionais como estando em "desordem crescente". Identificou duas tendências fundamentais: uma crescente violação da ordem baseada em regras que vigorava desde o pós-guerra, onde "grandes potências violam a paz e perturbam o comércio global" e um mundo que "está a tornar-se cada vez mais multipolar". Sem se deter, António Costa frisou: “mais economias emergentes ganham escala, confiança e poder. Mais países de média dimensão aspiram a desempenhar papéis relevantes. É a combinação destas duas tendências - a erosão do respeito pelo direito internacional e o crescimento da multipolaridade - que molda o desafio principal para a União Europeia".
O antigo primeiro-ministro português questionou depois o papel da União Europeia neste contexto global, resumindo a resposta naquilo que designou de cinco P’s: Princípios, Paz, Prosperidade, Parcerias e Poder. Quanto aos princípios, segundo António Costa, a União Europeia "deve apoiar sem reservas uma ordem internacional baseada em regras, ancorada nos princípios da Carta das Nações Unidas, na defesa dos direitos humanos, da resolução pacífica dos conflitos, do respeito pela soberania dos Estados, e da estabilidade das fronteiras reconhecidas internacionalmente". No mesmo tom, reforçou: “as Nações Unidas devem ser reformadas, mas não podem ser substituídas. Devem permanecer como a pedra angular do sistema multilateral, porque são o único fórum com legitimidade universal e com o poder capaz de sustentar uma cooperação multilateral efetiva". Na conclusão, o presidente do Conselho Europeu manteve o compromisso de, "enquanto principal doador de ajuda internacional no mundo, bem como das principais agências das Nações Unidas”, de continuar a "assumir a liderança na solidariedade global, especialmente nestes tempos em que o sistema da ONU enfrenta graves constrangimentos financeiros".
Curso marcou abertura do país
Os Colóquios de Relações Internacionais da Universidade do Minho iniciaram em 1980, sendo uma referência anual no debate público, ao trazer figuras como Ramalho Eanes, Mário Soares, Ramos-Horta, Agostinho da Silva. Esta academia lançou, também, o primeiro mestrado do país em Estudos Europeus (1986, quando Portugal aderiu à CEE), além de mestrados e do doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais. Os seus diplomados ocupam cargos na ONU, Banco Mundial, NATO, OCDE e instituições da UE, entre tantas entidades. A Universidade do Minho teve ainda ao longo dos anos o seu centro de investigação neste âmbito (NICPRI, hoje CICP) reconhecido como ‘Excelente’ pela tutela, com publicações, estudos, eventos, projetos e parcerias em variadas geografias.
Pedro Arezes integra Conselho Nacional de Educação
O reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, é o novo vice-presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP). A nova liderança do CRUP É presidida por Luís Ferreira, que sucede a Paulo Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro, no cargo que exerce desde 2023. A eleição decorreu durante a reunião plenária realizada na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, onde foi definido um novo mandato de três anos para a estrutura que representa as universidades públicas portuguesas.
Refira-se que o Conselho Nacional de Educação tem como uma das suas competências emitir recomendações sobre todas as questões relativas à educação cumprindo ainda a missão de proporcionar a participação das várias forças científicas, sociais, culturais e económicas, na procura de consensos alargados relativamente à política educativa no país.




