Esta segunda fase incide na adaptação dos pisos superiores e respetivos acessos do edifício, complementando a intervenção já realizada no piso 1, onde se encontra instalado o Arquivo Municipal. O objetivo é consolidar a criação do Museu de Braga, enquanto museu polinuclear e centro cultural de referência. O investimento total ascende a 3.550.885,20€, com uma comparticipação de 40,22% por fundos comunitários, no valor de 1.428.140,86€.

Mais do que um espaço expositivo, o futuro Museu de Braga pretende assumir um papel ativo na dinâmica cultural da cidade, através de uma programação integrada que incluirá exposições temporárias, ações educativas, eventos e iniciativas de participação comunitária. Em paralelo, será reforçada a articulação com a Rede de Museus de Braga, promovendo sinergias e uma oferta cultural mais coesa e acessível. O projeto contempla, ainda, a requalificação de uma sala polivalente para acolhimento de eventos culturais, bem como a melhoria dos espaços de conservação e restauro, assegurando condições técnicas adequadas à preservação e valorização do património. Assente em princípios de sustentabilidade e inovação, a intervenção integra soluções de eficiência energética, utilização de materiais ecológicos e otimização dos sistemas técnicos, reduzindo o impacto ambiental e promovendo uma gestão mais eficiente dos recursos.


Cozinha Senhorial do Palácio dos Biscainhos reabriu ao público

A Cozinha Senhorial do Palácio dos Biscainhos reabriu ao público, após uma importante intervenção de conservação, restauro, reforço estrutural e renovação museográfica, reforçando o posicionamento deste espaço como um dos mais relevantes conjuntos patrimoniais da cidade.

A cerimónia contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa e da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, que destacou este momento como a afirmação de um compromisso com a valorização e preservação do património, sublinhando a importância de continuar a dar-lhe sentido no presente. A governante evidenciou ainda a forte ligação deste espaço à cidade de Braga e o seu potencial para aproximar a comunidade do património.

Para além do valor arquitetónico e histórico da cozinha e da sua imponente área do lar, o espaço passa agora a oferecer um percurso expositivo que contextualiza a gastronomia dos séculos XVII e XVIII, com destaque para a obra “Arte de Cozinha”, de Domingos Rodrigues, bem como um relevante conjunto de cerâmica, taxaria e almofarizes datados entre os séculos XVI e XVIII.

O projeto integra ainda a recriação do ambiente da época, com elementos como o engenho e os espetos em ferro, proporcionando uma experiência imersiva sobre o quotidiano e as práticas culinárias de outros tempos.

Foram também reabertos os Jardins do Palácio, devolvendo este espaço à fruição da comunidade e de quem visita Braga, estando previstas intervenções de valorização paisagística e de iluminação que irão reforçar a qualidade e atratividade deste conjunto patrimonial.

O conjunto de intervenções no Palácio dos Biscainhos conta com financiamento aprovado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no montante de 1 566 434 euros.