O Município de Esposende promoveu o exercício municipal EspoRex26, uma operação que testou a capacidade de resposta dos agentes de proteção civil perante um cenário de incêndio rural complexo, envolvendo múltiplas ocorrências.
A iniciativa teve como principal objetivo treinar os mecanismos de articulação entre os diversos Agentes de Proteção Civil (APC) e avaliar os sistemas de apoio à decisão no âmbito de intervenções de emergência. O exercício foi conduzido pela Direção do Exercício (DIRDEX), a cargo do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Cávado, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, responsável pelo planeamento, coordenação e execução de todos os procedimentos operacionais.
Integrado no Plano de Operações Municipal (PLANOP), o EspoRex26 funcionou como um instrumento de treino que permitiu testar, em contexto simulado, a eficácia dos processos de planeamento, coordenação e condução de operações, em conformidade com os princípios do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) e do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Esposende.
A ação foi organizada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil e contou com a presença do Presidente e do Vice-presidente da Câmara Municipal, Carlos Silva e Aurélio Neiva, respetivamente, além de todas as entidades associadas ao socorro (Bombeiros e Cruz Vermelha), segurança (GNR, Capitania, ICNF), Unidade de Saúde, hospitais, Segurança Social e Juntas de Freguesia.
Reforço da prevenção
Carlos Silva sublinhou a importância de “uma preparação sólida das entidades locais para uma resposta eficaz às diversas operações de proteção civil”, ação na qual se insere este exercício.
Entre os principais objetivos destacam-se a avaliação dos procedimentos do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), a testagem dos mecanismos de ativação do Plano Municipal de Emergência e da eventual declaração de Situação de Alerta, bem como a aferição da capacidade de resposta das unidades orgânicas do Município e das entidades da Comissão Municipal de Proteção Civil.
A realização do EspoRex26 insere-se na estratégia municipal de reforço da prevenção e preparação face a riscos, aprovada em Comissão Municipal de Proteção Civil a 9 de março.
Apoio social reforçado
O apoio social não se mede apenas em valores, mede-se na capacidade de responder a quem mais precisa. Em Esposende, essa resposta vai ser reforçada com um novo impulso financeiro e técnico às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), num modelo que cresce em investimento, exigência e cooperação.
O Executivo Municipal votou favoravelmente a proposta de adenda ao Protocolo de Cooperação, que prevê o reforço do apoio financeiro municipal às respostas sociais desenvolvidas no território.
A proposta contempla uma majoração-base de 20% no apoio financeiro a aplicar já em 2026, elevando o investimento municipal de cerca de 180 mil euros para aproximadamente 220 mil euros. A partir de 2027, e mediante o cumprimento de critérios definidos, este apoio poderá atingir o dobro do valor das transferências atuais, representando um reforço significativo no financiamento ao setor social.
Estão envolvidas neste protocolo 18 Instituições Particulares de Solidariedade Social, que poderão beneficiar deste regime de apoio destinado a responder ao aumento dos custos de funcionamento, nomeadamente com recursos humanos, equipamentos e materiais.
Preocupação do município
A vereadora da Coesão e Desenvolvimento Social, Fátima Escrivães, sublinhou que “esta alteração reflete a preocupação do executivo em responder às necessidades transmitidas pelos representantes das IPSS. Procuramos adotar políticas ajustadas às necessidades emergentes da população, adaptando o investimento à realidade e melhorando, assim, a qualidade da intervenção social”.
Com a aprovação da adenda, o Município assume também o compromisso de reforçar o apoio técnico às IPSS, nomeadamente na preparação de candidaturas a financiamentos, desenvolvimento de projetos e partilha de conhecimento especializado.
O modelo agora aprovado introduz ainda um sistema de reforço variável dos apoios, baseado em critérios como formação e certificação dos profissionais, qualidade da gestão, transparência, inovação e trabalho em rede.




