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BRAGA
RESIDÊNCIA CONFIANÇA PODE
“ATENUAR A PRESSÃO” IMOBILIÁRIA
TEXTO: Fernando Rui
A antiga Fábrica Confiança, em São Victor, A visita contou também, da parte da Universidade do Minho,
com o reitor Pedro Arezes e a administradora dos Serviços
está a ganhar uma nova vida e a assumir-
de Ação Social, Alexandra Seixas, além do diretor-geral da
-se como um projeto estruturante para
o futuro de Braga. A futura Residência
empreitada.
Universitária Confiança é a maior do país construtora Casais, António Carlos Rodrigues, que executa a
com financiamento do Plano de Recuperação e Re- O empreendimento em curso conjuga a reabilitação do edi-
siliência (PRR), estando orçada em 25.5 milhões de fício histórico (preservando as fachadas, paredes interiores
euros. O imóvel irá acolher 702 estudantes, refor- e lajes originais) e interliga um novo volume arquitetónico
çando de forma expressiva a oferta de alojamento nas traseiras. Esta intervenção permite então salvaguardar a
universitário local e relançando a cidade no contexto identidade do local e, em simultâneo, responder às necessi-
académico nacional. dades contemporâneas da comunidade universitária.
A residência contará com 476 unidades de alojamento, en-
Durante a visita à obra, assinalada pela conclusão do “esque-
leto” do novo edifício, o presidente da Câmara Municipal de tre quartos individuais, duplos e triplos, incluindo soluções
Braga, João Rodrigues, sublinhou a importância estratégica adaptadas a pessoas com mobilidade condicionada. Prevê-se
do projeto. “Este reforço expressivo do número de camas ainda espaços comuns como cozinhas, salas de estudo, zonas
disponíveis constitui um contributo relevante para a redução de convívio e refeições, lavandaria e áreas exteriores de la-
da pressão sobre o mercado imobiliário, ajudando a atenuar zer. O projeto inclui igualmente um espaço museológico com
o preço médio das habitações e a promover um crescimento 1200 metros quadrados, dedicado à memória da histórica fá-
urbano mais equilibrado e sustentável”, admitiu. brica de sabonetes e perfumes, reforçando assim a dimensão
cultural e patrimonial da intervenção.
20 FEVEREIRO · 2026 #SIMatuaREVISTA

