Num corredor improvável do Estabelecimento Prisional de Guimarães há homens concentrados sobre pedaços de tecido colorido. Cortam, medem, cosem. Discutem acabamentos. Avaliam linhas. Corrigem imperfeições. Nenhum deles estudou Design. Nenhum deles imaginou um dia trabalhar numa oficina de costura montada dentro de uma prisão. Todos cometeram erros. Mas enquanto uma agulha atravessa mais um retalho destinado ao lixo, o passado parece suspenso. Porque ali não estão apenas a trabalhar. Estão a tentar costurar qualquer coisa muito mais difícil: uma segunda oportunidade. Assim nasce o ‘Reerguer’.

A porta de ferro fecha-se atrás de nós com um estrondo seco. Durante alguns segundos, o som ecoa pelo corredor e cola-se às paredes. É um ruído pesado, definitivo, impossível de ignorar. Depois, outra porta. E mais outra. Grades que se abrem e fecham, corredores que se sucedem, procedimentos que lembram constantemente onde estamos. Uma prisão. Ou, pelo menos, aquilo que imaginamos ser uma prisão. Porque poucos minutos depois, já para lá das sucessivas barreiras de segurança, a imagem que surge diante dos olhos parece desafiar todos os preconceitos que trouxemos connosco.

Há tecidos coloridos empilhados sobre mesas. Há linhas organizadas em caixas. Há moldes desenhados à mão. Há lonas publicitárias cortadas em pedaços. Há máquinas de costura em funcionamento. E há homens concentrados em criar beleza. O som dominante deixa de ser o das grades. Passa a ser o das agulhas. Tac-tac-tac. Tac-tac-tac. Tac-tac-tac. 

Num corredor adaptado a oficina, dez reclusos trabalham lado a lado. Uns cortam tecidos. Outros alinham peças. Outros ainda passam horas diante das máquinas a transformar desperdícios têxteis em aventais, sacos reutilizáveis, pegas, individuais, porta-lápis, porta-bolos e dezenas de outros artigos que já chegaram a feiras e, em breve, vão chegar a casas espalhadas pelo país. Talvez o mundo, quem sabe.

Nada do que sai dali é igual. Nenhum produto é replicado. Cada peça é única. Tal como cada uma das histórias daqueles homens. É ali que nasce o ‘Reerguer’. E, apesar do nome, não é apenas um projeto de costura. É uma tentativa de reconstrução. De identidade. De autoestima. De futuro. De esperança. Talvez por isso o nome tenha sido escolhido pelos próprios reclusos. Foram eles que criaram a marca. Foram eles que desenharam um plano de negócios. 


CORREDOR IMPROVÁVEL 

O caminho até à oficina passa por um dos corredores mais simbólicos do estabelecimento. Na parede, uma pintura acompanha quem por ali passa. Um homem de mãos dadas com duas crianças. Uma pomba. Um coração. Elementos simples, mas carregados de significado. É por aquele corredor que passam as famílias aos fins de semana. Mães. Pais. Irmãos. Filhos. Avós. Companheiras. Gente que continua à espera do outro lado do erro. Gente que continua à espera do regresso.

Poucos metros adiante, a rotina da prisão segue o seu curso. Num espaço, mais de 20 reclusos frequentam a escola. Noutro, cerca de trinta homens trabalham na colocação de nós em etiquetas.

O sistema prisional português não é virado para a punição em si, mas para a ressocialização. Tem de haver essa desmistificação de tudo o que envolve os reclusos. Eles têm muito valor.

O Estabelecimento Prisional de Guimarães dispõe de médico, enfermeira, psicólogo, técnico de farmácia e psiquiatra. Mas aqui não se trata apenas de comer, dormir e cumprir uma pena. Há outra ambição. Há outra missão. “Esperamos que isto seja semente de alguma mudança ou transformação do recluso e orientar uma vida completamente diferente quando saírem daqui, sobretudo a nível de independência e desenvolvimento de competências”, explica Augusto Urjais, diretor do estabelecimento.

A atividade, continua o diretor, “serve em primeira linha como ocupação, em segunda linha para que o recluso se descubra e, em terceira linha, como um processo de reinserção ou ressocialização”.

Enquanto fala, observa os homens que trabalham. Conhece-os pelo nome. Conhece-lhes as histórias. Conhece-lhes as fragilidades. Conhece-lhes os erros. Mas recusa que sejam definidos apenas por isso. “O sistema prisional português não é virado para a punição em si, mas para a ressocialização. Tem de haver essa desmistificação de tudo o que envolve os reclusos. Eles têm muito valor”, refere. A frase surge com convicção. E basta observar o que acontece naquela oficina para perceber porquê. A oficina onde nascem milagres O espaço não impressiona pelo tamanho. Nem pelos recursos. Pelo contrário. As condições estão longe de ser ideais. As máquinas foram usadas. O horário é reduzido. O local é improvisado. Mas talvez seja precisamente isso que torna tudo mais extraordinário. “O facto de ser feito num corredor, sem condições nenhumas, com máquinas usadas, horários reduzidos e horários para tudo, só acrescenta valor aos produtos porque não são feitos em condições ideais e são feitos por homens privados da liberdade”, sublinha o diretor.

Ao redor, os tecidos contam parte da história. Tudo começou, há quase dois anos, com um desafio lançado pela Restore, da Comunidade de Scaling do HPH – Human Power Hub, do Centro de Inovação Social de Braga. A ideia era simples. Transformar desperdícios em oportunidade. Mas ninguém imaginava até onde poderia chegar. Vieram depois os parceiros. A Riopele. A Lameirinho. A SóLinhas. Empresas que passaram a entregar tecidos, sobras de produção, materiais que de outra forma seguiriam para desperdício. Os reclusos transformaram-nos em algo novo. A Universidade do Minho juntou-se mais tarde ao caminho. Alunos de Design de Produto e Arquitetura estão a colaborar no desenvolvimento de produtos e na criação de um catálogo. 

Aqui tudo é reaproveitado. Tudo ganha uma segunda vida. Talvez porque quem ali trabalha também procura uma segunda oportunidade. Entre máquinas, retalhos e criatividade, nasceu uma pequena empresa dentro da prisão. Uma empresa com encomendas. Prazos. Responsabilidades. Clientes. Reuniões. Assembleias. Hierarquias informais. Uma dinâmica que surpreende quem entra. “A grande mais-valia é que eles estão em autogestão e têm uma espécie de liberdade num lugar privado de liberdade”, resume Augusto Urjais, referindo que este “é um sítio de exclusão que promove a inclusão.”

Um recluso tem dez irmãos e outro 12. A família toda a ver os resultados e a chorar com as mães. Isto é perfeito. (...) Um diz que vai tirar um curso de Marketing e criar uma empresa. Voltaram a sonhar.

O momento mais marcante não aconteceu na oficina. Nem diante de uma máquina de costura. Aconteceu numa feira. Os reclusos que participam no projeto receberam autorização para apresentar os produtos ao público. Entre os visitantes estavam familiares. Pais. Mães. Irmãos. Filhos. Augusto Urjais recorda o momento sem esconder a emoção. “Um recluso tem dez irmãos e outro 12. A família toda a ver os resultados e a chorar com as mães. Isto é perfeito”. O diretor vai mais longe: "um diz que vai tirar um curso de Marketing e criar uma empresa. Voltaram a sonhar”.


QUANDO OS SONHOS REGRESSAM

Durante anos, António (nome fictício) viveu refém da dependência. Hoje tem 41 anos. É de Vila Nova de Famalicão. Cumpre uma pena de quatro anos e um mês por tráfico de menor gravidade e assalto. Já cumpriu três anos e sete meses. Assume os erros sem rodeios. “A adição e o consumo levaram-me a procurar dinheiro para sustentar o vício. O assalto foi uma loucura. Responsabilizei-me e assumi o erro”, conta.

Antes da prisão trabalhou na construção civil, jardinagem e indústria têxtil. Conhecia tecidos. Mas nunca tinha costurado. “Não sabia costurar e adaptei-me muito bem.” Hoje domina máquinas de ponto corrido e corte e cose. Aprendeu praticamente do zero. “Trabalhamos como numa empresa. Cada um tem a sua função. Queremos aprender mais e saber fazer o produto do princípio ao fim”, salienta.

Há uma memória que continua a emocioná-lo: a feira onde os familiares puderam ver o projeto. “Foi emocionante. Estas rotinas e este trabalho ajudam-nos a ganhar competências para quando formos lá para fora.” 

HOMENS QUE APRENDERAM A RECOMEÇAR

Manuel (nome fictício) sabe exatamente do que se fala. Tem 32 anos. É de Vila Nova de Famalicão. Cumpre uma pena de nove anos e sete meses. Já cumpriu cinco. Conta a sua história sem dramatismos. A adição levou-o a uma “desorientação completa” e à prática de furto. Antes da prisão passou por várias profissões. Trabalhou num armazém de produtos alimentares. Foi ajudante de carpinteiro. Passou por diferentes funções. Mas a grande mudança começou ainda antes de chegar ao estabelecimento prisional, quando integrou a comunidade terapêutica do Projeto Homem, em Braga. “Depois vim para cá procurar atingir objetivos pessoais e profissionais”, assume.

Começou por estudar. Queria concluir o 12.º ano. Mas sentia necessidade de fazer mais. “Queria conciliar os estudos com o trabalho. Cumprir a pena mas com a consolidação dos meus valores, reconstruir o processo de mudança e terapêutico. O projeto ‘Reerguer’ está a ser a consolidação disso”, sublinha.

As palavras surgem pausadas. Pensadas. Como quem já refletiu muitas vezes sobre o caminho percorrido. “O objetivo é ser, dentro do estabelecimento, pró-ativo para estar mais apto para enfrentar as dificuldades lá fora”, garante. “Lá fora”. Outra vez a expressão. Outra vez o futuro.

Tinha muito receio de vir para cá e não haver dinâmicas que correspondessem ao desenvolvimento das minhas competências. Depois do processo terapêutico que vivi, queria muito reconstruir os meus valores.

Manuel passou pelo bar do estabelecimento. Frequentou a escola. Chegou a coser calçado à mão. Depois surgiu o ‘Reerguer’. Há quase dois anos. “Nunca me tinha sentado à frente de uma máquina de costura”, desabafa. Sorri, enquanto fala. “Mas gosto de desafios”, admite. O que encontrou ali foi muito mais do que uma atividade ocupacional. “Tinha muito receio de vir para cá e não haver dinâmicas que correspondessem ao desenvolvimento das minhas competências. Depois do processo terapêutico que vivi, queria muito reconstruir os meus valores”, confidencia.

Encontrou exatamente isso. Hoje é responsável pelo grupo. “Este projeto tem um poder muito grande. É um ambiente de desenvolvimento e crescimento”, acredita. Faz uma pausa. E conclui: “desejo que continue. Mesmo lá fora quero continuar a ouvir falar do projeto.”

Do outro lado da oficina, Rafael (nome fictício) observa uma peça acabada de concluir. Passa os dedos pela costura. Analisa os detalhes. Procura imperfeições.

Tem 59 anos. Nasceu em França. Mas considera Guimarães a sua casa. Cumpre uma pena de sete anos. Está preso há quase cinco. Passou grande parte da vida ligado à indústria têxtil. Conhece tecidos como quem conhece pessoas. “Basta tocar”, diz. E sorri. Foi um dos primeiros elementos a integrar o projeto. “Estou aqui desde o primeiro suspiro.” A experiência acumulada tornou-o uma espécie de referência informal para os colegas. Conhece os materiais. Percebe os acabamentos. Reconhece a qualidade. E faz questão de a exigir. Conta, a rir, que costuma brincar com um dos companheiros de trabalho. “Digo-lhe para não ser tão perfeccionista. Não estás a trabalhar para a Armani.”

Mas a verdade é que a qualidade é um orgulho coletivo. Numa das feiras onde apresentaram os produtos, um empresário aproximou-se do grupo. Observou o trabalho. Analisou as peças. E deixou um elogio inesperado. “Disse-nos que tínhamos muita qualidade. Mais do que na empresa dele”, lembra. Rafael recorda o momento com satisfação. Porque aquele elogio não era apenas sobre costura. Era reconhecimento. Era validação. Era dignidade. “Gosto de me sentir útil. É uma satisfação enorme quando vamos às feiras e os nossos trabalhos não voltam.” Porque se não voltam, é porque foram vendidos. Porque alguém os comprou. Porque alguém lhes reconheceu valor. Porque alguém olhou para além do rótulo. 

Durante alguns instantes desaparecem os processos. As condenações. Os números. As estatísticas. Ficam apenas pessoas. Orgulhosas. Comovidas. Surpreendidas. A assistir à transformação de alguém que julgavam perdido. Talvez seja impossível medir o impacto de um momento destes. Mas é difícil acreditar que quem o vive regressa igual à cela. Ou à vida.

Adorava estar lá ao lado deles. O trabalho que estão a fazer... meu Deus. Às vezes digo apenas: UAU. O que é isto? (...) Não são só criminosos. (..) Temos sempre uma segunda oportunidade e eles estão a aproveitá-la.

Ana Passos acompanha o projeto desde os primeiros tempos. Trabalha na área administrativa dos serviços económicos. Sempre gostou de costura. Sempre teve paixão por criar peças a partir de materiais reutilizados. Quando surgiu a oportunidade de colaborar, não hesitou. “Porque não fazer patchwork?” A pergunta transformou-se numa aventura inesperada. Hoje acompanha os trabalhos, dá sugestões, partilha ideias e observa a criatividade dos reclusos florescer. Continua a surpreender-se. “Adorava estar lá ao lado deles. O trabalho que estão a fazer... meu Deus.” Sorri. “Às vezes digo apenas: UAU. O que é isto?”

Para Ana, o projeto é também uma lição humana. “Não são só criminosos.” A frase surge naturalmente. Sem filtros. Sem discursos preparados. “Temos sempre uma segunda oportunidade e eles estão a aproveitá-la.” Talvez seja essa a maior descoberta: a capacidade de olhar para além do erro. E encontrar a pessoa.

A PRISÃO ONDE NINGUÉM TRABALHA SOZINHO

Quando se fala do ‘Reerguer’, é fácil fixar o olhar nos reclusos. Nas suas histórias. Nos seus percursos. Nos erros que os trouxeram até ali. Mas o projeto não existe isolado. É o resultado improvável de uma cadeia de pessoas, empresas, instituições e voluntários que decidiram acreditar.

Rui Antunes é um dos rostos dessa construção coletiva. Técnico superior da área de gestão, é responsável pela ligação com parceiros, clientes e entidades externas. “Tudo começou com um desafio da Restore e, a partir daí, ninguém mais parou os nossos reclusos.” A frase traduz exatamente aquilo que aconteceu. Ninguém os parou. Nem a falta de recursos. Nem a falta de experiência. Nem as limitações próprias de um estabelecimento prisional. Muito menos os preconceitos. “Fazem tudo com muita criatividade”, explica Rui. 

Para quem observa de fora, o ‘Reerguer’ pode parecer apenas uma oficina criativa. Mas a sua importância vai muito além disso. Existe uma dimensão económica. Os participantes recebem uma remuneração base. Ganham também em função das peças vendidas. Pela primeira vez em muito tempo, alguns conseguem ajudar financeiramente as famílias. Outros deixam de representar um peso económico para quem ficou cá fora.

Depois existe uma dimensão ocupacional. Num universo onde o excesso de tempo é muitas vezes um inimigo silencioso, o trabalho cria estrutura. Rotina. Disciplina. Objetivos. “Quando temos muitos homens juntos, acaba por gerar confusão”, explica Rui Antunes. “Aqui mantêm a cabeça ocupada e estão mais tranquilos em termos de saúde mental.”

Mas talvez a dimensão mais importante seja outra. A social. A humana. Aquela que não aparece em relatórios nem em estatísticas. “Temos a dimensão social e a oportunidade de ter trabalho no exterior. O facto de estarem a desenvolver competências e conhecerem a área de negócio e a área têxtil”, evidencia.

RISCO QUE VALE A PENA CORRER

Nada disto acontece sem dificuldades. Nem sem desgaste. Augusto Urjais não o esconde. Pelo contrário. Reconhece os desafios de forma frontal. As responsabilidades. A logística. A necessidade constante de acompanhamento. Os conflitos próprios de um ambiente prisional. A gestão de expectativas. As limitações. “Dá muita dor de cabeça? Dá.” Sorri, como quem já perdeu a conta aos obstáculos. Mas não hesita quando fala do projeto. “Tem de valer o risco.” A frase resume anos de trabalho. Porque seria mais fácil não fazer nada. Mais simples limitar-se a cumprir o essencial. “Abrir, fechar, alimentar e resolver a área da saúde.” Mas o objetivo nunca foi esse. “Queremos mais.” E talvez seja precisamente essa ambição que torna o ‘Reerguer’ tão singular. Talvez seja impossível medir tudo o que estes reclusos estão a viver. Talvez nunca exista um indicador capaz de quantificar uma mudança interior. Talvez não haja forma de saber quantos conseguirão manter o rumo depois da liberdade. O próprio diretor admite essa incerteza. “Se resulta ou não? Se os reclusos saem daqui com outra visão? Não sei.” Faz uma pausa. Observa a oficina. Escuta o som das máquinas. E continua. “Mas vão sair daqui diferentes.” Diferentes. A palavra parece simples. Mas ali ganha outra dimensão. Porque diferente pode significar mais preparado. Mais consciente. Mais responsável. Mais capaz. Mais confiante. Mais humano. Mais próximo daquilo que deseja ser. “Se vai resultar? Não faço ideia”, admite. “Mas quero acreditar que sim.”

SOM QUE FICA

Quando chega a hora de sair, as grades voltam a fechar-se. Uma. Depois outra. E mais outra. O som é exatamente o mesmo do início. Pesado. Metálico. Inconfundível. Mas já não significa a mesma coisa. Porque agora sabemos aquilo que existe do outro lado. 

No corredor continua pintado o homem que segura duas crianças pela mão. A pomba continua ali. O coração também. E talvez não exista imagem mais adequada para resumir esta história. Porque o ‘Reerguer’ não apaga o passado. Não absolve ninguém. Não reescreve condenações. Não promete milagres. Mas oferece algo raro. A possibilidade de voltar a imaginar um futuro. Num lugar criado para cumprir penas, há homens que estão a reconstruir vidas. Ponto por ponto. Retalho por retalho. Sonho por sonho. E assim, esperemos, que se voltem a ‘Reerguer’. No interior de uma prisão, onde tudo parece desenhado para contar os dias que faltam cumprir, há quem tenha voltado a contar os dias que ainda faltam viver.


OUTROS PROJETOS: 

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO PARA RECLUSOS - 2025

O Orçamento Participativo do Estabelecimento Prisional é um instrumento concebido para promover a cidadania ativa, impulsionando a participação dos reclusos na construção de um ambiente mais inclusivo e dinâmico. Os reclusos são desafiados a desempenhar um papel proativo na identificação de necessidades, na discussão de soluções e na apresentação de projetos.

‘CAFÉ COM…’

O projeto ‘Café com...’ é uma iniciativa de caráter sociopedagógico e motivacional desenvolvida no Estabelecimento Prisional de Guimarães, em parceria com a Pastoral Penitenciária de Braga, assente na realização regular de sessões de partilha e reflexão com convidados de reconhecido mérito nas mais diversas áreas da sociedade. Com periodicidade mensal, o projeto promove encontros entre pessoas privadas da liberdade e personalidades de referência. Entre os convidados que já participaram destacam-se figuras públicas como José Teixeira, Tiago Brandão Rodrigues, Carlos Daniel, Carlos Fiolhais, Maniche e Fernando Meira.

PROJETO HOMEM

O Projeto Homem, desenvolvido no Estabelecimento Prisional de Guimarães em parceria com o Centro de Solidariedade de Braga/Projeto Homem e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, constitui uma resposta especializada na área dos comportamentos aditivos e dependências.

A continuidade desta intervenção ao longo dos anos tem permitido afirmar o Projeto Homem como uma das mais relevantes respostas de apoio à recuperação e inclusão social em contexto prisional.

TORNEIO DE FUTSAL - NENO

O Torneio de Futsal Memorial Neno, que já vai na 5.ª edição, é uma iniciativa desportiva e de homenagem promovida no Estabelecimento Prisional de Guimarães, em colaboração com o Vitória Sport Clube, destinada a perpetuar a memória de Adelino Barros, conhecido no mundo do futebol como Neno.

Simultaneamente, esta iniciativa procura preservar e transmitir os valores que marcaram a vida de Neno, constituindo uma homenagem ao seu legado.

SEMANA CULTURAL

Realização de atividades culturais diversas com vista a dinamizar o encerramento do ano letivo.

ENSINO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Três níveis de ensino (EFA B2, EFA B3 e curso secundário com certificação profissional - Técnico de Informação e Animação Turística).


CONSULTAS POÉTICAS

Uma experiência um para um, onde o tempo é oferecido um ao outro, numa relação de abertura e vulnerabilidade.