
Menorca não se visita. Sente-se.
Reserva da Biosfera, refúgio mediterrânico e guardiã de algumas das mais belas praias da Europa, Menorca convida-nos a desacelerar e a redescobrir o prazer das coisas simples.

Reserva da Biosfera, refúgio mediterrânico e guardiã de algumas das mais belas praias da Europa, Menorca convida-nos a desacelerar e a redescobrir o prazer das coisas simples.

Ontem, éramos crianças. Não existiam telemóveis e éramos felizes.

É o cheiro do pão quente com sésamo nas ruas, o eco dos minaretes ao entardecer, o trânsito caótico que, estranhamente, tem ritmo. É uma cidade que vive entre dois continentes - e talvez por isso, nunca escolheu ser apenas uma coisa.

Houve um tempo em que ser mulher em Portugal era viver dentro de margens estreitas, quase invisíveis. Margens feitas de leis, costumes, silêncios e expetativas. Esperava-se obediência, dedicação e contenção. O voto era condicionado, a independência económica era rara e a autonomia, um privilégio excecional.

O Dia do Trabalhador, celebrado este mês, é muito mais do que um feriado ou uma data no calendário. É o reflexo de um longo caminho de luta e afirmação, feito de limites impostos ao poder económico e do reconhecimento progressivo da dignidade de quem trabalha.

Num tempo em que a Inteligência Artificial ocupa cada vez mais espaço nas nossas decisões, no nosso trabalho e até na forma como imaginamos o futuro, talvez a pergunta mais importante já não seja apenas o que estas tecnologias conseguem fazer, mas o que nos obrigam a repensar sobre nós próprios.